O bebê chora o que a mãe cala?

A frase "o bebê chora o que a mãe cala" é de uma grande teórica do Puerpério, a Laura Gutman, e enfatiza a influência do mundo subjetivo materno sobre o bebê.


O bebê está aberto ao campo emocional do ambiente.


Um exemplo disso é quando, por exemplo, ele fica agitado bem no dia que precisa que ele durma. Ele capta sua ansiedade e não se entrega, você se desestabiliza ainda mais e, juntos, entram no tão conhecido looping de agitação.


Gutman destaca que, por conta da relação fusional, o bebê tem acesso especial às partes inconscientes, não integradas do psiquismo materno, tornando-se uma espécie de porta-voz das "sombras" da mãe.


Porém, Camila do perfil @um.colo.para.mae, faz uma ressalva importante: nem tudo o que o bebê expressa é reflexo do mundo materno. Eles são seres singulares, com tendências inatas, que se expressam de maneiras absolutamente inéditas.


Pergunte às mães de gêmeos se eles reagem da mesma forma ao que vivem com ela. Eu te garanto que apesar das semelhanças, a resposta certamente será não. Isso porque para além de já terem lugares distintos no psiquismo da mãe, cada bebê é uma constelação única!


Nem tudo é sobre a mãe! Nem tudo é sobre nós! Isso pode ser um furo no nosso narcisismo, uma bela chapoletada no nosso ego, mas eu te garanto que pode ser igualmente um grande alívio para nossa alma.


Créditos: Texto reduzido de @um.colo.para.mae



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